Onde há Portugal, há Carglass®: guia local de Cascais e Oeiras

Há dias que pedem só isto: o mar à vista, a Marginal sem pressa e uma vila à espera do outro lado. A Linha, ali à porta de Lisboa, é feita para esses dias (e raramente desilude).

 

Nesta paragem da série "Onde há Portugal, há Carglass®", viajamos de Oeiras a Cascais. Duas vilas vizinhas, mas de feitios diferentes: Oeiras acontece devagar, entre jardins e o cheiro a maresia; Cascais tem o brilho das antigas estâncias de veraneio, ruelas cheias de gente e praias que já foram refúgio de reis.

Cascais: onde a vila de pescadores virou Riviera

vista aéra da marginal e da praia de cascais

Se ainda acha que Cascais é só a praia cheia no verão, prepare-se para mudar de ideias. Foi aldeia de pescadores até ao século XIV, depois virou destino de veraneio da família real, e hoje é uma das vilas mais cosmopolitas do país, mas sem perder o charme de quem tem o mar à porta.

 

O melhor ponto de partida é o centro histórico. Ruas estreitas de calçada portuguesa, lojas, esplanadas e aquele burburinho que se sente sobretudo ao fim da tarde. Vale a pena perder-se sem pressas, quase todas as ruas acabam por dar ao mar.

 

Aqui ficam os pontos que merecem paragem obrigatória:

  • Centro histórico e Baía de Cascais. O coração da vila, com a Praça 5 de Outubro, a marina e a famosa Rua Amarela, onde os locais se juntam ao fim do dia para um copo ou uma refeição ao ar livre;
  • Boca do Inferno. A cerca de 20 minutos a pé do centro, fica uma gruta que ruiu e deixou um arco de rocha por onde o mar entra com força. Ao fim da tarde, com o pôr do sol, é um espetáculo. A entrada é livre;
  • Cidadela de Cascais. Fortaleza do século XVI que fez parte da defesa de Lisboa e serviu de casa de veraneio à família real. Hoje tem museu, ateliers e restaurante lá dentro;
  • Bairro dos Museus. Inclui o Museu Condes de Castro Guimarães, a Casa das Histórias Paula Rego e o Farol-Museu de Santa Marta. Cultura para uma tarde inteira;
  • Parque Marechal Carmona. Um oásis verde e sombrio no centro da vila, perfeito para fugir ao calor com as crianças.

 

E depois há a rainha das praias por estas bandas: a Praia do Guincho. O areal enorme, dunas douradas e a Serra de Sintra ao fundo fazem da Praia da Adraga uma das melhores praias do país para surf e kitesurf, mas o vento é traiçoeiro; por isso, escolha bem o dia. Lá mais perto do centro, a Praia da Conceição e a Praia da Rainha são mais abrigadas e ideais para um mergulho tranquilo.

 

 

Dica para quem tem tempo: alugue uma bicicleta e faça a ciclovia que liga Cascais ao Guincho, cerca de 8 km sempre à beira-mar, passando pela Casa da Guia. É plano do princípio ao fim, só não vá em dia de vento forte.

Oeiras: mar, jardins e história a passo de passeio

marina de cascais com barcos

Descemos agora um pouco para leste, até Oeiras. É um concelho mais discreto, sem a fama das praias de Cascais, mas com um encanto próprio, daquele que se descobre com calma, a pé pelo paredão, com o cheiro a maresia e o rio Tejo a fazer companhia.

 

O grande cartão de visita é o Passeio Marítimo de Oeiras, mais conhecido por paredão. São vários quilómetros sempre à beira-mar, desde a Praia de Paço de Arcos até à Praia da Torre, passando pela doca, pela piscina oceânica e por várias praias pelo caminho. É o sítio ideal para correr, caminhar, andar de bicicleta, patinar ou simplesmente ver o mar.

 

Pontos a não perder por Oeiras:

  • Palácio Marquês de Pombal. A principal atração do centro da vila. Foi residência oficial de Sebastião José de Carvalho e Melo e é hoje Monumento Nacional. Os jardins, ricos em azulejos, estuques e estatuária, valem bem a visita;
  • Quinta Real de Caxias. Um jardim de visita gratuita, inspirado nos jardins franceses do século XVIII, com uma cascata monumental e estátuas de Machado de Castro. Uma joia escondida;
  • Forte de São Julião da Barra. Uma das maiores fortificações marítimas do país, erguida no século XVI para defender a entrada de Lisboa. Hoje é residência oficial do Ministro da Defesa, por isso as visitas exigem marcação prévia;
  • Parque dos Poetas. Um dos parques mais bonitos da Grande Lisboa, com 22,5 hectares e esculturas dedicadas a 60 poetas de língua portuguesa. Poesia e arte no mesmo espaço;
  • Aquário Vasco da Gama. Entre Algés e a Cruz Quebrada, é um dos espaços mais antigos do país (de 1898) e uma memória de infância para muitos. Mais de 200 espécies marinhas para descobrir.

 

Para um mergulho, as praias de Oeiras são calmas e abrigadas, ótimas para famílias com crianças. A Praia da Torre, junto ao forte, e a Praia de Paço de Arcos são as mais procuradas. E se quiser um fim de tarde com sabor a peixe fresco, o centro histórico de Paço de Arcos, com o seu jardim à beira-mar e o mercado municipal, é uma paragem cheia de alma.

Onde (e o que) comer em Cascais e Oeiras

Aqui, o mar manda na ementa. Mas há também uma doçaria própria, com séculos de história, e um vinho licoroso que já foi servido a reis. Vale a pena provar sem pressa.

 

  • Areias de Cascais. Pequenos biscoitos amanteigados cobertos de açúcar, com o nome inspirado na areia das praias locais. A primeira receita escrita é de 1933, mas o doce é bem mais antigo. Delicados, viciantes, e a pedir um café ao lado;
  • Nozes de Cascais. Não têm noz, o nome vem do formato. São feitas de amêndoa, gema de ovo e açúcar, com um vidrado de limão. Pequeninas mas encorpadas, estão em processo de qualificação como património gastronómico do concelho;
  • Joaninhas, pratas e bolos reais. A doçaria cascalense não fica pelas areias. As joaninhas (de amêndoa, ovos e açúcar) remontam ao final do século XIX, e os bolos reais ganharam o nome por serem os preferidos do rei D. Carlos, que fez de Cascais a sua praia de verão;
  • Peixe fresco e marisco. Estamos à beira-mar, e isso está no prato. Sardinha grelhada, arroz de marisco, robalo, lulas e polvo, tudo a saber a maresia. Na Boca do Inferno, o Mar do Inferno serve marisco com o oceano mesmo por baixo; no centro de Cascais, o Marisco na Praça deixa-o escolher à peça junto às bancas do mercado;
  • Cozinha à beira-rio em Paço de Arcos. Do lado de Oeiras, o centro histórico de Paço de Arcos é o sítio certo para uma refeição honesta de peixe. A Quitanda, junto ao Centro Náutico, cozinha o peixe que o cliente escolhe, com o Tejo a poucos metros;
  • Vinho de Carcavelos. Para acompanhar o docinho ou levar para casa, nada como este licoroso raro, aveludado e com aroma amendoado. Produz-se aqui há séculos, em quantidades pequenas, e obriga a um estágio mínimo de dois anos em madeira. Um tesouro quase secreto da região.

 

 

Dica de quem cá anda: as melhores areias e nozes já não se encontram em qualquer lado, muitas pastelarias trocaram a manteiga por margarina e o doce perdeu a graça. Procure as casas antigas de Cascais e prove primeiro uma, antes de levar a caixa inteira.

Onde dormir em Cascais e Oeiras

pescador na marina de cascais

Há quem venha à Linha só por um dia. E há quem chegue, sinta o cheiro a mar, e perceba que quer ficar mais. As opções não faltam, para todos os gostos e carteiras:

  • Dormir dentro da história, em Cascais. O Pestana Cidadela ocupa a própria fortaleza do século XVI, com vista para a marina e um "bairro" de arte lá dentro. Acordar rodeado de muralhas e galerias não é para todos os dias;
  • Palacetes debruçados sobre o Atlântico. O Farol Hotel, antiga mansão do século XIX, e o Albatroz, na Praia da Conceição, são clássicos da vila para quem quer luxo com vista de mar e história à mistura;
  • No coração da vila. Para quem prefere ter tudo à mão e sair a pé para jantar, hotéis como o Baía ficam a poucos metros da praia e do centro histórico de Cascais;
  • Uma base mais tranquila em Oeiras. A zona ribeirinha e o centro oferecem alojamentos mais sossegados e bem localizados, com o comboio da Linha à porta para chegar depressa a Cascais ou a Lisboa
  • Resorts e golfe na Quinta da Marinha. Para uma estadia de "luxo descontraído", com spa, campo de golfe e restaurantes de assinatura, a zona da Quinta da Marinha fica a um pulinho do Guincho e da serra.

Se uma pedrinha decidir fazer das suas

A Marginal e as estradas da serra têm tudo, vistas de mar, curvas junto à falésia e muita calçada à portuguesa. Tudo lindo de ver, menos quando uma pedrinha mal-jeitosa decide fazer um "salto" e ricochetear no para-brisas. Mas como na nossa série a regra é uma só (onde há Portugal, há Carglass®), por aqui não temos uma, mas três agências prontas a ajudar: 

  • Em Cascais, tem a Carglass® Cascais, a 50 metros do Cascais Villa e do Mercado de Cascais, na Av. D. Pedro I,  pertinho do centro da vila. E a Carglass® Cascais - Trajouce, em São Domingos de Rana, prática para quem anda pela zona das praias da Linha;
  • Em Oeiras, a Carglass® Oeiras - Oeiras Parque fica no Centro Comercial Oeiras Parque, em Paço de Arcos. Pode deixar o carro connosco e aproveitar para fazer umas compras, enquanto tratamos de tudo.

 

Em qualquer delas, tratamos da reparação ou substituição do para-brisas, da calibração ADAS e da gestão com a sua seguradora (tudo com serviço rápido, eficaz e sem complicações).

 

Cascais e Oeiras são daqueles destinos que se descobrem várias vezes e nunca são iguais. Numa visita são os palácios, na outra são as praias, na seguinte é só sentar numa esplanada a ver o mar passar.

 

 

Porque onde há Portugal, há Carglass®. E há sempre uma boa razão para voltar à Linha. 

 

Até ao próximo destino!